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  • Veronica Trevizoli

CubeSat e Educação


Talvez você esteja se perguntando qual a relação entre minissatélites e educação. Como alunos e escolas podem se envolver em um assunto que a princípio parece tão distante? Quais benefícios esse tipo de projeto pode trazer?


Muita calma nessa hora, explicarei tudinho.

As iniciativas de minissatélites tiveram início no final da década de 90.

CubeSat partiu da colaboração de dois professores, Jordi Puig-Suari da Universidade Politécnica Estadual da Califórnia e Bob Twiggs, da Universidade de Stanford. E o principal objetivo era tornar o espaço acessível para o desenvolvimento das ciências nas universidades, e isso realmente aconteceu com sucesso. Hoje essa cultura está disseminada mundialmente e envolve não só estudantes universitários como de ensino médio e até mesmo fundamental.


Um CubeSat deve seguir alguns padrões de forma, tamanho e massa. A unidade padrão do CubeSat é chamada de 1U. O CubeSat de 1U é formado por um cubo de 10 cm e massa aproximada entre 1 Kg e 1,33 Kg. Com o passar do tempo, novos tamanhos se popularizaram 1.5U, 2U, 3U e 6U, sendo que novas configurações estão sempre em desenvolvimento.


Todo CubeSat deve ter uma missão, afinal se ele estará em orbita deve ter um propósito. Para fins acadêmicos várias podem ser as missões: monitoramento das radiações, teste de novas tecnologias, observação da Terra, condições meteorológicas, entre muitas outras.


A telemetria, comunicação do satélite com a equipe em terra, deve ser contemplada no projeto, isso significa que os dados coletados são transmitidos de forma online. Deve ser considerado ainda, um sistema de recuperação, com paraquedas para garantir a integridade do satélite. Outra questão a ser levada em consideração é o sistema de energia, pois dependendo do tempo de voo ou em orbita será necessário um sistema de carregamento solar. Lembrando que tudo deve ter um custo baixo.


Como você pode perceber integrar todos os subsistemas, fazê-los caber em 1U e cumprir a missão desejada não é tão simples como pode parecer. É um projeto rico para os alunos que estão envolvidos, onde terão a possibilidade de praticar várias teorias principalmente das ciências e das ciências espaciais, aprenderão eletrônica e programação. Terão a oportunidade de desenvolver habilidades e competências como responsabilidade, trabalho em equipe, persistência, pensamento crítico, solução de problemas complexos.


As competições que ocorrem ao redor de mundo fomentam ainda a escrita científica e o compartilhamento do projeto, através de apresentação de todos o processo de desenvolvimento do projeto, que fazem parte da avaliação. Além é claro, dos testes e vibração e temperatura a que os CubeSat são submetidos.


Espero que tenha gostado.


Eu sou Veronica Trevizoli, professora de Matemática e pedagoga, apaixonada por tecnologia e educação. Se você se interessou pelo tema ou quer saber mais, entre em contato através do site ou nos siga pelas redes sociais, facebook e instagram IMA_Corp.


Um abraço e até o próximo artigo!

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